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Archive for maio, 2007


NINGUÉM É DONO DA VERDADE

Written by Águia Brasil
maio 24th, 2007

por Ary Brasil Marques

As diversas religiões diferem umas das outras, geralmente, em pequenos pontos que são objetos da fé de cada um. Dentro de cada religião muitas vezes há divergências entre os seus adeptos.

O Espiritismo não está isento dessas divergências. Elas acontecem entre grupos diferentes e também dentro de um mesmo grupo. Não se deve permitir, nos grupos, opiniões diferentes e é necessário guardar fidelidade aos princípios doutrinários.

Fora do ambiente do grupo, deve-se evitar discussões em torno de religião. Defender com unhas e dentes nosso modo de ver vai trazer não a conversão de nosso antagonista,mas muitas vezes traz para nós a sua antipatia.

Ninguém é dono da verdade. Cada um está de posse da parcela de verdade relativa ao seu grau de adiantamento. Quando queremos impor a nossa verdade a outra pessoa que pode estar em grau diferente do nosso, naturalmente recebemos uma oposição. A verdade dele é outra, e ele crê firmemente nela. Nós também, nos dias de hoje, provavelmente pensamos diferente do que o fazíamos há 30 ou 40 anos atrás.

Amar o nosso semelhante, respeitar suas crenças ainda que sejam diferentes das nossas, é a melhor opção. A verdade não precisa de defesa, pois a verdade simplesmente é.

Pretender, por meio de proselitismo, mudar a opinião dos outros é, no mínimo, uma demonstração de prepotência, de orgulho, de complexo de superioridade. Todos os habitantes da Terra, qualquer que seja seus pontos de vista religiosos, são antes de tudo e principalmente irmãos nossos.

Agindo assim, estaremos colaborando para a paz na Terra e a união futura de todas as crenças sob a égide do amor.

MENTORES E SANTOS

Written by Águia Brasil
maio 23rd, 2007

por Ary Brasil Marques

Os homens gostam de ter ídolos. Em todas as atividades da vida, as pessoas elegem sempre os melhores para servirem de modelo.

Milhões de pessoas idolatram até hoje figuras exponenciais do esporte, tais como Pelé, Ayrton Senna, Hortência, João do Pulo, e muitos outros.

Na música, Frank Sinatra, Bing Crosby, Daniela Mercury, Roberto Carlos, Elis Regina e um número enorme de grandes astros, são motivo de verdadeiro fanatismo na adoração por parte de seus fans.

A Igreja canoniza as pessoas que julga merecedores e os torna santos. A partir daí há uma devoção muito grande por parte dos fieis que seguem a religião católica em relação aos santos. Recentemente, a Igreja canonizou e transformou em santo um brasileiro ilustre, o nosso querido frei Galvão.

Conheci o espírito frei Galvão no ano de 1966. Ele era o mentor de minha tia Lourdes, e se comunicava por ela nas reuniões mediúnicas que eram realizadas na Rua Botucatu, em São Paulo. Suas mensagens eram de uma elevação muito grande, cheias de amor e de doçura.

Acredito que o seu reconhecimento como santo é muito justo, pois consta ter um grande número de milagres que são atribuídos a frei Galvão. No entanto, não importa o reconhecimento dos homens. Tornar santo alguém por decreto é colocar uma autoridade a homens que não têm poder para medir a elevação espiritual de grandes personalidades que dedicaram sua vida a prática do bem e do amor ao próximo.

Existem mentores maravilhosos que atuam em nosso meio, nos ajudando de todas as maneiras, tais como Bezerra de Menezes, Eurípedes Barsanulfo, Joanna de Angelis, Francisco Cândido Xavier, André Luiz, Emmanuel, Caibar Schutel, Atanásio, Jerônimo Mendonça e centenas de outros. Esses espíritos, de elevada posição espiritual, não estão preocupados em serem ou não considerados santos. São criaturas humanas, altamente evoluídas, assim como o nosso frei Galvão.

Certa vez chamaram o mestre Jesus de bom. E Ele, a bondade por excelência, a expressão maior do amor na face da Terra, recusou o adjetivo, dizendo que bom é o nosso Pai que está nos céus.

A mesma coisa acontece com os chamados santos. Quanto mais evoluídos eles são, menos dão importância aos elogios e às devoções. O que importa para eles é nos amar, incondicionalmente.

CAMINHO DA SALVAÇÃO

Written by Águia Brasil
maio 15th, 2007

por Ary Brasil Marques

Viver em uma cidade grande como São Paulo nos dá a oportunidade de aprender muitas coisas.

Aprendemos, por exemplo, que há um número muito grande de caminhos para chegarmos a um mesmo local. Caminhos diferentes, vários meios de transporte e também muitos atalhos. Usamos no passado os velhos bondes, hoje temos o metrô, os trolebus e os automóveis.

Na escola fomos informados que a menor distância entre dois pontos é a linha reta. Na cidade grande nem sempre podemos usar esse conceito, embora hoje exista a opção dos helicópteros, que nos permite alcançar o objetivo muito mais rapidamente.

Da mesma forma, o ser humano, como espírito imortal que é, espera alcançar uma vida melhor no futuro. A maioria busca a recompensa no céu, esperando receber no dia de amanhã a paga pelos sofrimentos e pelas boas ações que fez na vida terrena.

Assim como no exemplo dado acima, há muitos caminhos para trilhar, uma gama enorme de opções que nos são apresentadas por centenas de religiões diferentes, por diversas filosofias e pelos caminhos da ciência. Ao analisarmos a quantidade enorme de caminhos, a maioria deles prometendo a salvação, nos lembramos dos regatos, dos rios caudalosos e dos pequenos riachos. Todos esses cursos d´água caminham em direção ao grande oceano, e vão se unindo pelo caminho como afluentes uns dos outros, até finalmente desembocarem no mar, atingindo o seu objetivo final.

Isso quer dizer que todos os caminhos alcançam um dia o seu objetivo, e a meta do ser humano é buscar Deus e a felicidade. Todos chegarão lá, a diferença é apenas o tempo que levam para isso, um tempo muito longo ou um tempo mais breve, havendo uma variedade infinita de maneiras de se chegar a esse objetivo.

Jesus Cristo, o Meigo Rabi da Galiléia, nos disse:- “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, e ninguém irá ao Pai senão por mim”.

Para seguir o caminho traçado por Jesus, há uma grande quantidade de igrejas, todas elas se julgando os detentores da verdade do Mestre, e o curioso é de que, ao impor-se como as únicas capazes de salvar, deixam de lado a principal lição do Cristo, que nos ensina o amor incondicional a todas as criaturas.

A Doutrina Espírita também procura seguir Jesus e pretende trazer de volta aos homens a pureza original do Evangelho, sem rituais, sem dogmas, sem sacerdotes, apenas com a aplicação da lei do Amor.

Não traz a Doutrina Espírita promessas de salvação, aplica o respeito e o carinho a todos os seus irmãos de outras crenças, pois sabe que todos os caminhos levam a Deus. Não se diz dona da verdade. Não se proclama como único caminho, e nos ensina que fora do amor e da caridade não encontramos a salvação.

O Espiritismo veio comprovar a assertiva de outras religiões de que a morte não existe, de que somos imortais e todos criados para a perfeição, para a harmonia, para a beleza, objetivo esse que todos nós alcançaremos um dia.

Vamos nos irmanar, todos somos filhos diletos do Senhor da Vida. Não importa nossas diferenças ideológicas, nem a maneira com que cada um busca alcançar a felicidade. Todos chegaremos lá, a diferença está apenas no tempo de chegada. Qualquer que seja nossa opção religiosa, apenas o Amor é o caminho mais curto.

JUIZ IMPLACÁVEL

Written by Águia Brasil
maio 12th, 2007

por Ary Brasil Marques

Uma das missões mais difíceis em nosso planeta é a missão dos juízes. Eles têm que julgar o semelhante, baseando-se nos fatos que lhe são apresentados, muitas vezes incompletos ou falsos.

Faltando elementos, naturalmente o julgamento se fará de maneira incompleta, muitas vezes de maneira errada e injusta.

O ser humano costuma fazer o papel de juiz. Esquecendo-se das palavras de Jesus, que nos disse as sábias palavras: “Não julgueis para não serdes julgados”.

Sem saber a história completa, vamos julgando e condenando os nossos semelhantes. Quando somos vítimas de injustiças, de traições, de menosprezos, de agressões, de comentários maldosos, a maioria das vezes agimos com um rigor excessivo, transformando-nos em juízes implacáveis e em verdadeiros algozes. Não procuramos as razões ocultas, não esperamos explicações, não damos ao outro a oportunidade de defesa, vamos logo julgando e condenando. Quando nos sentimos ofendidos, injustiçados, prejudicados em nossos direitos, então, ficamos uma verdadeira fera. Deixamos de considerar que tudo na vida faz parte do plano divino para a nossa evolução, para o nosso aperfeiçoamento, para a colheita obrigatória daquilo que plantamos ontem, em passado recente ou remoto.

Falamos em perdão, mas na hora que temos que praticar esse perdão, agimos de forma impiedosa contra aqueles que nos ofenderam. Não nos lembramos que temos que amar a todos os seres da criação, e para amar não podemos ficar ligados a atos que nos prejudicaram segundo o nosso ponto de vista. Não teriam esses atos nos impulsionado para frente? Vamos deixar de nos considerar coitadinhos, vítimas da maldade alheia, vítimas da má sorte ou de injustiças. Tudo o que nos aconteceu na vida é fruto da lei de ação e reação, e todos os acontecimentos que muitas vezes lamentamos foram importantes em nosso processo de crescimento.

Deixemos de ser juízes do semelhante. Apliquemos o perdão incondicional. Pode ser que não seja mais possível um relacionamento mais íntimo com os nossos irmãos que nos ofenderam, mas temos que exercitar o perdão, o amor, a fraternidade. Caso não dê para um convívio mais íntimo, vibremos amor para eles à distância. Quando encontrarmos não ofereçamos resistência a atenção, à conversa fraterna, ao respeito. Quando tivermos que falar deles para alguém, falemos apenas sobre o lado positivo deles. Apaguemos de nossa memória os momentos desagradáveis e nos lembremos sempre que ninguém está de posse de todos os elementos que originaram qualquer fato, e que os elementos desconhecidos por nós podem modificar inteiramente a culpa que atribuímos ao outro.

Ser juiz de nosso semelhante é atributo exclusivo de Deus. Cada um responde pelos seus atos, e se esses atos não foram bons e prejudicaram alguém, só deve ser assunto da própria pessoa e terão como resultado a volta da lei de causa e efeito para a mesma. A nós compete esquecer, perdoar, amar e seguir adiante.

REFLETINDO

Written by Águia Brasil
maio 10th, 2007

Jesus, o Mestre, nos exemplificou que:

O verdadeiro amor não se conhece por aquilo que exige, mas por aquilo que oferece.”

João Paulo II, príncipe da paz, nos disse:

A liberdade não é somente um direito que se reclama para si próprio: ela é também um dever que se assume em relação aos outros.”