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Archive for julho, 2008


Linha 10 Turquesa é a mais segura na CPTM

Written by Águia Brasil
julho 12th, 2008

CPTM classifica a linha da região como a mais segura

Um balanço divulgado ontem pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) coloca a Linha 10, que cruza cinco cidades do Grande ABC, como a mais segura de toda a Região Metropolitana de São Paulo. O levantamento é referente ao números de blitze ocorridas nas composições e estações entre janeiro e junho deste ano.

A Linha 10 foi objeto de apenas 15 blitze. A campeã foi a Linha 11 (que interliga as estações Luz, no Centro da Capital, e Estudantes, na Zona Leste), com 118 blitze ao longo dos seis meses.

O que poderia ser visto como descuidado com a linha da região é, na visão do gerente de segurança da CPTM, Júlio Antônio de Freitas, reflexo do baixo número de delitos relatados nas composições do Grande ABC. “Esse número um motivo para comemorar. Nos promovemos blitze em decorrência do número de ocorrências nas estações. A Linha 10 é a que tem os índices mais baixos”, afirma o gerente Freitas.

O intuito das operações da CPTM não é flagrar delitos praticados nas estações. Freitas diz que a empresa quer passar segurança aos usuários e prevenir delitos como vandalismo, furtos e, principalmente, consumo de drogas dentro do sistema de trens.

As operações são coordenadas pela companhia e têm apoio da Polícia Militar, Civil e das guardas municipais – mas os órgãos se alternariam no suporte à CPTM. Quando um delito é flagrado, o responsável é retirado da estação e levado à delegacia mais próxima. “Mas não me recordo de nenhum delito de grande porte pego aí na Linha 10″, diz o gerente de segurança da CPTM.

Fonte: Bruno Ribeiro – Diário do Grande ABC

Técnicos do METRÔ SP atacam laudo do IPT

Written by Águia Brasil
julho 12th, 2008

Técnicos do Metrô atacam laudo sobre cratera

Técnicos do Metrô prepararam um relatório no qual desqualificam as conclusões do laudo do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) – que custou R$ 6,55 milhões, pagos pela companhia – sobre a cratera da linha 4-amarela, que deixou sete mortos em janeiro de 2007.

O documento diz que o trabalho do IPT tem “inconsistências”, “afirmações errôneas” e “imputa falsas premissas”, estando “distante da realidade”. O texto, ao qual a Folha teve acesso, busca resumir as análises do grupo de trabalho 138/08, instituído pelo presidente em exercício do Metrô, José Jorge Fagalli, em 6 de junho.

Ele chega a questionar a capacidade do instituto – diz que o IPT “desconhece procedimentos” e não tem experiência para buscar “obter dados sobre o andamento dos serviços, aspectos contratuais ou forma de atuação no dia-a-dia do gerenciamento de uma obra”.

A importância do IPT, contratado para investigar as causas do acidente, sempre foi exaltada pelo governo José Serra (PSDB). Em janeiro de 2007, em nota, o Metrô dizia que, além da “ilibada reputação”, o instituto tinha “total independência e credibilidade”.

No mesmo mês, o secretário dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, questionado sobre a confiança nos contratos da linha 4 firmados pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB), disse: “Vou estar seguro depois do laudo do IPT”. Ontem, em nota, o Metrô informou que o grupo de trabalho ainda “não encerrou” os estudos e que o relatório não reflete sua opinião nem a posição institucional da companhia.

A Folha apurou que a direção do Metrô decidiu avaliar o relatório como uma minuta e que quer mudá-lo. O seu teor reflete uma disputa interna desde a divulgação do laudo do IPT, que motivou discussões ásperas entre membros do alto escalão nas últimas semanas.

A investigação do instituto apontou 11 fatores contribuintes para a tragédia, a maioria por falhas do Consórcio Via Amarela – como a não-colocação de tirantes para a sustentação do túnel, mesmo depois de sinais de alerta do colapso.

O IPT também responsabilizou a fiscalização deficiente do Metrô. Essa é a principal razão da crise interna. No governo Serra, há setores que criticam os trabalhos na gestão Alckmin e defendem punições. Outros não vêem sustentação técnica para isso, temem direcionamento e se dizem pressionados até por razões políticas.

O relatório que ataca o trabalho do IPT está mais perto do que pensa o segundo grupo. O texto diz que, no laudo, não há evidência de responsabilidade “direta ou indireta” de qualquer funcionário do Metrô.

Ele afirma, por exemplo, que, “ao contrário” das conclusões do IPT, o Metrô preparou um plano para a fiscalização da obra e inclusive o apresentou num congresso em 2003.

Diz que o instituto “desprezou no seu relatório” a atuação das equipes de fiscalização. Afirma que a velocidade de escavação da obra estava aquém do liberado no projeto -para contrapor a tese de aceleração.

O texto diz que o IPT comete “um erro gravíssimo” em relação ao grupo de gerenciamento ambiental – que teria a função de monitorar projetos ambientais, e não a situação do solo.

Metrô diz que grupo ainda não concluiu estudos e que texto não é sua opinião

O Metrô afirma que o relatório obtido pela Folha não corresponde à conclusão do trabalho do grupo que analisa o laudo do IPT sobre as causas da cratera da linha 4-amarela. Em nota, a estatal diz que, “neste momento, informações acerca deste assunto são opiniões pessoais, mesmo quando expressas por escrito, não sendo a posição oficial do Metrô”.

Na nota, o Metrô diz que “confia na lisura e competência do trabalho de investigação desenvolvido pelo IPT, que é um conceituado órgão de pesquisas em tecnologia”. Questionado, o Metrô não respondeu sobre a possibilidade de interferência da direção da estatal no relatório. A Folha apurou que membros do alto escalão estiveram reunidos para discutir alterações no texto.

O IPT disse, por meio de sua assessoria de imprensa, desconhecer a existência do relatório e que, por isso, não faria comentários. O Consórcio Via Amarela informou que não se manifestaria, por ser um assunto interno do Metrô.

Fonte: Folha de São Paulo

Apagão do Speedy: Telefônica tem dever de reparar danos e abater da conta valor proporcional ao tempo em que o serviço ficou fora do ar

Na madrugada desta quinta-feira o Speedy, internet banda larga da empresa Telefônica, deixou de funcionar, deixando todos os seus usuários sem o serviço. Além disso, os cidadãos estão impossibilitados de acessar serviços públicos essenciais, como a expedição de documentos e, até mesmo, a realização de boletins de ocorrência. Delegacias e Poupatempo, por exemplo, estão “fora do ar”.

Teste realizado pelo Idec em parceria com o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI) durante novembro e dezembro de 2007 já constatava a instabilidade do serviço prestado pela Telefônica. Durante o teste constatou-se que o consumidor contratante do Speedy conseguia utilizá-lo efetivamente em apenas 60% do tempo, pois no restante a conexão caía.

O caos de hoje é, até agora, o ápice da falta de qualidade da internet banda larga da Telefônica.

A empresa tem o dever de indenizar os consumidores pelos danos sofridos em decorrência da queda do serviço como, por exemplo, perda de prazo de entrega de trabalhos ou para pagamento de contas, negócios não fechados e dia de trabalho perdido. Nesse caso, para o consumidor pessoa física, em caso de discussão judicial, pode-se solicitar a inversão do ônus da prova, o que significa que não será o consumidor que terá de provar que sofreu um dano mas sim a Telefônica que terá de provar que o dano não foi causado.

Além disso, é direito do consumidor receber na fatura mensal abatimento do valor proporcional ao tempo em que a internet ficou inacessível, em razão de um serviço que não foi prestado.

À Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) cabe apurar o ocorrido e, munida de seu poder/dever de fiscalização, punir a concessionária pelo ocorrido.

A situação vivida hoje nos mostra, em primeiro lugar, a fragilidade de uma das maiores empresas de telecomunicações que, por um problema em seu servidor, não dispõe de uma alternativa para solucionar, ainda que temporariamente, o problema.

Essa situação também nos faz refletir que uma cidade como São Paulo não pode depender de somente duas ou três empresas que prestam um serviço tão importante como é o da internet banda larga. É de extrema urgência que se pense em formas alternativas de acesso à Internet e que se concretize, de uma vez por todas, a concorrência e a competição que deve existir, com a inserção e atuação significativa de novos agentes no mercado. Assunto para o Ministério das Comunicações e para a Anatel…

Clique aqui para ver um modelo de carta para a solicitação de abatimento proporcional em fatura por indisponibilidade do serviço.

Fonte: IDEC